Os socialistas prometeram apresentar nos próximos dias as suas alternativas ao Orçamento do Estado para 2013, quando conhecerem em pormenor as medidas definidas no documento. No entanto, João Ribeiro, porta-voz do PS, assumiu ao PÚBLICO que para o PS "não haver aumento de impostos é uma alternativa".
"A subida dos impostos mata a economia e provoca o colapso da receita fiscal. Veja-se o caso da restauração. Se não se tivesse aumentado o IVA, a receita teria sido superior", disse aquele dirigente político.
O PS tem avançado com um conjunto de propostas para se posicionar como alternativa. A juntar à defesa de mais tempo para a consolidação das contas públicas, mantendo o rigor orçamental mas com maior transparência e controlo, o combate na UE por uma governação política e económica, os socialistas propõem dar prioridade ao emprego, à criação de riqueza e ao crescimento.
A 5 de Outubro, o secretário-geral, António José Seguro, reapresentou "cinco propostas para a alternativa". Entre estas estava a criação de um banco de fomento, do Estado, "focado no apoio ao investimento" e a ser financiado através dos próximos fundos comunitários e do Banco Europeu de Investimento. Outra proposta é colocar "ao dispor da economia portuguesa" três mil milhões de euros do QREN. As restantes passavam pela criação de uma linha de crédito de cinco mil milhões de euros, a contratar com o BEI, de um fundo de recapitalização, ambas para apoiar as PME. E, para aliviar o esforço das famílias, permitir a expansão de postos de combustível de linha branca.
N.S.L. in Público de 16 de Outubro de 2012


