O processo de reestruturação no sector das águas vai ser realizado em vários passos. O primeiro passa pela fusão das empresas, cuja maioria do capital é da Águas de Portugal (AdP).
São 19 empresas que vão ser reduzidas a quatro, permitindo uma poupança de 25 milhões de euros, quantifica Afonso Lobato Faria, presidente da Águas de Portugal, em entrevista ao "Diário Económico".
"Neste momento, uma boa parte dos sistemas multimunicipais do interior encontra-se em falência técnica, não têm sequer tesouraria para honrar os seus compromissos mais elementares. Estas fusões vão permitir criar sistemas sustentáveis, com uma tarifa que será igual no interior e no litoral, sabendo que no interior a nossa proposta passa por uma redução imediata". Para o litoral o aumento será faseado em cinco anos.
Depois tem de se integrar as unidades em baixa (que fornecem os consumidores) nas empresas em alta (que fornecem os operadores).E formar empresas por regiões.
No conjunto de todo o processo prevêem-se poupanças de 175 milhões de euros. "É o preço que o sector está a pagar pelo facto de ser tão atomizado", declara o mesmo responsável, acrescentando que o processo poderá estar concluído no primeiro trimestre do próximo ano.


