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Sexta, 06 Set 2019

Mais de um milhar de trabalhadores dos transportes em protesto na rua

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Para mostrar o conjunto de lutas contra a destruição da contratação coletiva, ao fim de uma semana de luta, os trabalhadores manifestaram-se hoje, em Lisboa.

Trabalhadores dos transportes e dos CTT manifestaram-se hoje em Lisboa contra a eventual privatização das empresas, alertando para os riscos de deixarem de servir toda a população e de os preços dos bilhetes dispararem.

A semana de luta dos trabalhadores dos transportes chegou hoje ao fim com uma concentração em frente à Assembleia da República, onde cerca de mil funcionários chamaram a atenção para os perigos de transferir para a gestão privada algumas empresas.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, avançou com as razões que levaram a que os funcionários tivessem decidido voltar a sair hoje à rua: "Estão a lutar em defesa do serviço público e contra a privatização que está em perspetiva e está a ser dinamizada pelo Governo ".

Os manifestantes da CP - Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa, STCP - Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, Refer ou CTT - Correios de Portugal acreditam que a mudança traria uma redução dos seus direitos, mas também teria impacto na vida de toda a população.

Arménio Carlos vaticinou três consequências da entrega de algumas destas empresas ao setor privado: "Em primeiro, a acentuação da redução dos direitos dos trabalhadores; depois, a diminuição dos serviços públicos, porque só prestam serviços públicos nas áreas onde são rentáveis; e, a brevíssimo prazo, mais um aumento brutal dos preços dos transportes".

Já o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, lembrou a redução de direitos que os trabalhadores têm sido alvo.

"Os trabalhadores estão aqui contra o ataque que estão a sofrer nos salários e das condições de vida. Têm cada vez mais dificuldade em viver do salário. Contra o ataque aos direitos dos trabalhadores dos transportes e das comunicações e em defesa do serviço público dos transportes e comunicações que está a ser fortemente atacado, quer por via de aumento dos preços, da redução de serviços e processo de privatização que está em marcha e que irá trazer uma degradação do serviço prestado às populações", sublinhou.

Bruno Dias, do grupo parlamentar do PCP, também marcou presença na manifestação para mostrar solidariedade com os trabalhadores dos transportes e telecomunicações e em "defesa dos direitos da população em termos de serviços públicos".

À Lusa contou que estava na rua "contra o encerramento das estações de correios e encerramento de linhas e ligações" porque, segundo Bruno Dias, "o que está em causa não são apenas os direitos, salários e a dignidade de quem trabalha nestas empresas mas também o interesse da população".

Numa marcha barulhenta entre o Largo Camões e o Parlamento, em que se ouviu o rebentamento de vários petardos, "direitos conquistados não podem ser roubados" foi uma das frases mais gritadas pelos manifestantes que segunda-feira iniciaram uma semana de luta, com vários plenários e greves em empresas públicas e privadas

Por Lusa in Expresso