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Sábado, 19 Out 2019

Novos serviços na Linha do Oeste aproximam Coimbra daquela região

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A partir deste Verão, será mais fácil viajar de comboio do Porto, Aveiro ou Coimbra para Leiria, Caldas da Rainha e Torres Vedras. CP apresenta hoje as mudanças em Leiria e pede o apoio das autarquias

A CP apresenta hoje em Leiria uma nova oferta para a Linha do Oeste, na qual este corredor ferroviário passa a ter origem e término em Coimbra, em vez da Figueira da Foz, como acontecia até agora.

Acolhendo as propostas apresentadas pelos municípios da região - baseadas num estudo realizado pelo especialista em mobilidade Nélson Oliveira -, a empresa vai apostar em três circulações diárias em cada sentido entre Coimbra e Leiria, Caldas da Rainha e Torres Vedras. Os horários foram estudados para que passageiros provenientes do Norte tenham assegurada correspondência para o Oeste na estação de Coimbra.

A empresa vai ainda reforçar o serviço regional entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, mas assume, com os novos horários, que não consegue competir com a A8 na ligação a Lisboa, optando por centrar-se nas ligações regionais entre aquelas duas cidades e Malveira, Meleças e Cacém.

Deste modo, a linha terá uma vocação de longo curso a norte das Caldas, onde consegue competir com a rodovia, transportando mais rapidamente passageiros para o Centro e Norte do país, e uma vocação mais regional entre as localidades a sul daquela cidade até Lisboa.

Na época balnear está também previsto o reforço do serviço regional para S. Martinho do Porto, que fica apenas a sete minutos de comboio das Caldas da Rainha, mas que deixou de ter nos últimos anos horários compatíveis com a ida à praia.

Em contrapartida, a CP deixa de fazer serviço em cerca de uma dezena de apeadeiros da Linha do Oeste, cuja utilização é muito reduzida. O objectivo é eliminar paragens que saem caras e encurtar os tempos de viagem.

Nas últimas semanas, houve várias reuniões entre a CP e as autarquias, nas quais tem também participado Nélson Oliveira, autor do estudo Linha do Oeste - Diagnóstico e Proposta.

Este estudo foi feito numa altura em que a linha estava em risco de fechar na sequência do Plano Estratégico de Transportes (PET), em Outubro de 2011, que previa a supressão do serviço de passageiros entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz.

Com esta hipótese posta de lado, hoje realiza-se uma apresentação em Leiria com o presidente da transportadora ferroviária, Manuel Queiró, autarcas, deputados da Assembleia da República e representantes das associações empresariais da região. Em ano de eleições autárquicas, a sessão de hoje permitirá aos presidentes de câmara e deputados colherem os louros de uma luta na qual conseguiram manter afastadas divergências partidárias e assinalar um renascimento da Linha do Oeste.

O papel dos autarcas, contudo, será fundamental para assegurarem a partir de agora as ligações dos transportes urbanos às estações. É o caso de Leiria, entre o centro da cidade e a estação ferroviária, e de Nazaré e Alcobaça, que distam seis quilómetros da gare de Valado dos Frades, onde, em Novembro de 2011, se realizou uma manifestação contra o encerramento da Linha do Oeste.

Fonte próxima da administração da CP disse ao PÚBLICO que "este projecto necessita do envolvimento dos autarcas de toda a região para que estes ajudem a criar mobilidade com as estações, pois só assim se pode manter o comboio no Oeste e justificar as decisões agora tomadas".

Por Carlos Cipriano in Público de 27 de Maio de 2013