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Terça, 12 Nov 2019

Secretário de Estado dos Transportes abandona conferência na sequência de protestos de trabalhadores

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Sérgio Monteiro não chegou a falar na conferência A Região Metropolitana, a Mobilidade e a Logística

O secretário de Estado dos Transportes disse ontem nunca esperar reacções que limitam a liberdade de expressão, mostrando-se surpreendido com o protesto que o impediu de participar na conferência A Região Metropolitana, a Mobilidade e a Logística.

"Eu nunca estou à espera de reacções que limitam a liberdade de expressão, seja de membros do Governo, de organizações de trabalhadores ou de quaisquer outras pessoas", disse Sérgio Monteiro. O governante falava aos jornalistas minutos depois de ter abandonado a conferência, que decorreu em Lisboa.

O secretário de Estado preparava-se para falar quando cerca de duas dezenas de manifestantes da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) se levantou, começou a rir e a gritar: "Queremos o nosso dinheiro! Este Governo para a rua!" De seguida, os manifestantes abriram uma faixa onde se lia "Swaps? Basta de alimentar especuladores com o roubo dos nossos salários", colocaram narizes de palhaços e mostraram cartões vermelhos a Sérgio Monteiro. Minutos depois, quando a organização tentou retomar os trabalhos, os ânimos exaltaram-se e ouviram-se gritos.

O governante ainda interveio, numa tentativa de restabelecer a ordem, mas, como o grupo se recusou a terminar o protesto, levantou-se e abandonou a sala. Sérgio Monteiro foi seguido pelos manifestantes pela rua, onde teve de aguardar uns minutos pelo carro que o foi buscar, e os gritos só pararam quando o secretário de Estado entrou no veículo. Aos jornalistas, o governante frisou que as pessoas que se estavam a manifestar "sabem que sempre que pedem reuniões têm tido acesso à apresentação das suas reivindicações". "Sempre que temos pedidos de reunião, aceitamos, falamos, discutimos as políticas sectoriais, procuramos explicar as razões pelas quais estamos a fazer algumas coisas e, no entanto, aqui foi-me impedido de poder expressar a minha opinião", lamentou.

Por seu lado, o sindicalista Manuel Leal lamentou que os representantes dos trabalhadores e dos utentes não tenham sido convidados a participar na conferência e exigiu a demissão do Governo. "É inadmissível que um Governo que deu cobertura ao autêntico escândalo financeiro que são as swaps continue em funções. Deve levar o mesmo caminho que [alguns] administradores levaram: o seu afastamento e a sua responsabilização política e criminal", frisou.

Para Manuel Leal, "se houve tentativa de cortar a liberdade de expressão, esta foi em relação às organizações representativas dos trabalhadores".

Ao final da manhã, os deputados do PSD e do CDS decidiram abandonar a conferência para demonstrar "repúdio" face aos protestos.

In Público de 4 de Junho de 2013