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Terça, 02 Jun 2020

Governo abre negociação com candidatos à CP Carga e EMEF

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Por Raquel Almeida Correia in Público de 9 de Julho de 2015

EMEF-Gifoes-0350-0100Springwater e Bavaria foram afastadas da corrida pelas duas empresas do universo CP.

O Governo decidiu abrir a fase de negociação com parte dos candidatos à privatização da CP Carga e da EMEF. Em comunicado divulgado após o Conselho de Ministros, refere-se que passaram a esta fase a Atena, a Cofihold e MSC, no caso da primeira empresa, ficando de fora a Springwater. Já para a EMEF, passou apenas um dos dois investidores interessados (a Alstom) e caiu a oferta feita pela Bavaria.

No comunicado, o executivo explica que as três propostas pela transportadora ferroviária de mercadorias CP Carga, que entram agora em período de negociação, “contêm atributos que permitem presumir que possam ainda vir a ser melhoradas”. Caberá agora ao Estado endereçar aos investidores um convite para se sentarem à mesa, de modo a confirmar se essas melhorias são possíveis.

Já no caso da EMEF, que se dedica à manutenção de comboios, o comunicado explica que “apesar de o processo de reprivatização ter motivado o interesse por parte de 11 potenciais investidores, apenas uma proposta apresentada pela Alstom reúne condições de base para o cumprimento das exigências do caderno de encargos”. Outra empresa, a alemã Bavaria, tinha feito uma oferta pela subsidiária da CP, mas acabou por ser afastada, sem que o Governo tenha ainda explicado oficialmente as razões.

Como o PÚBLICO noticiou esta semana, a venda da EMEF enfrenta grandes desafios, a começar pelo facto de um dos seus concorrentes, a canadiana Bombardier, ter apresentado uma queixa em Bruxelas, acusando a empresa de ter recebido ajudas estatais de 90 milhões de euros.

Esta decisão da Bombardier afastou potenciais candidatos e fez também com que a Alstom condicionasse a sua proposta ao desfecho do caso, o que ainda poderá resultar no cancelamento da privatização da EMEF.

 

Comentário SNAQ

Com os dias contados, Governo acelera venda das empresas numa clara política de terra queimada.