Acessibilidade
Procurar

SNAQ

Comunicados

O chico espertismo (+)

O Direito é Nosso (+)

Aos Congressistas da UIC (+)

Comunicado REFER (+)

Comunicado à população de 9 de Outubro de 2014 (+)

Ferrovia em Portugal Retrocesso 1988-2012 (+)

Comunicado à população sobre "Borlas nos transportes" (+)

Notícias

Quebra do petróleo e turismo seguram saldo comercial (+)

Infrestruturas de Portugal limpam Linha da Beira Alta (+)

CP agrava prejuízos para 118,6 milhões de euros (+)

Tribunal de Contas aponta «falhas relevantes» na execução orçamental (+)

Outras Notícias (+)

Informação

Você está aqui: Inicío
Quarta, 22 Maio 2019

CP agrava prejuízos para 118,6 milhões de euros

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

Por Lusa in Público de 31 de Agosto de 2015

logo cpEmpresa justifica resultado do primeiro semestre com a ausência de indemnizações compensatórias

O grupo CP, Comboios de Portugal agravou os prejuízos no primeiro semestre para 118,6 milhões de euros, face às perdas de 112,3 milhões de euros registadas no mesmo período do ano anterior.

No relatório e contas divulgado nesta segunda-feira, a empresa justifica o aumento dos prejuízos com a ausência de indemnizações compensatórias (atribuídas pelo Governo) e o acréscimo de provisões, que ainda assim foi parcialmente compensado pela redução dos encargos com juros suportados pela companhia liderada por Manuel Queiró.
No primeiro semestre, os proveitos com o tráfego de passageiros e de mercadorias aumentaram 6% face ao período homólogo para 138,4 milhões de euros, reflectindo o aumento do número de passageiros em 2% e da carga transportada pela CP Carga em 11%, empresa entretanto alienada à MSC Rail.

O último semestre da empresa sob a tutela do Estado foi "bastante promissor", lê-se no relatório, dando conta de um acréscimo de 11% nas toneladas transportadas e de 16% nas receitas, com o crescimento a ser generalizado à maioria dos tráfegos, com destaque para carvão, produtos siderúrgicos e combustíveis. Neste contexto, os prejuízos da CP Carga caíram para os seis milhões de euros até Junho, face aos dez milhões de euros do período homólogo. O Governo decidiu a 23 de Julho vender 100% da CP Carga, empresa detida a 100% pela CP, à MSC - Operadores Ferroviários.

Já a CP Comboios de Portugal agravou os prejuízos, para os 115,5 milhões de euros nos primeiros seis meses, na sequência essencialmente da ausência de indemnizações compensatórias pelo Estado.

A CP chegou ao final de Junho com 2708 colaboradores, menos 47 trabalhadores do que em Junho de 2014. No grupo, destaca-se ainda o comportamento da EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, que fechou o primeiro semestre com lucro de 1,5 milhões de euros, quando no semestre homólogo tinha registado prejuízos de 2,7 milhões de euros, reflectindo um acréscimo de facturação, tanto na reparação como na manutenção em 30% e 11%, respectivamente.

"Este desempenho económico positivo foi impulsionado pelo acréscimo verificado a nível dos rendimentos operacionais, justificado maioritariamente pelo incremento significativo das prestações de serviços para a CP Carga", adianta o grupo.
Em Julho, o Governo decidiu não aceitar a proposta apresentada pela Alstom à compra da EMEF, cancelando a operação de privatização, devido à existência de uma queixa da Bombardier à Comissão Europeia, alegando que a empresa recebeu ajudas estatais de 90 milhões de euros.

 

Comentário SNAQ

Como já mencionámos agora que a CP Carga começa a melhorar os resultados, privatiza-se. Esta operação, que sublinhamos ainda não está concluída, será ainda mais ruinosa para a CP. Basta dizer que as locomotivas 4700 pelas quais a CP pagou 110 Milhões € serão integralmente dadas à MSC, pelo preço de 2M€. Sublinhe-se ainda que estas locomotivas ainda não estão pagas na totalidade, pelo que a CP irá continuar a assumir os prejuízos da sua amortização sem ter qualquer contrapartida. Quanto à EMEF, basta dizer que o lucro desta empresa é conseguido graças às contas da CP. Também aqui o Governo se preparava para oferecer o monopólio da manutenção ferroviária, colocando a CP na total dependência de um qualquer privado. Palavras para quê: é esta a defesa do erário público e das contas das EPE que este Governo promove.