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Sexta, 06 Set 2019

Presidente da Refer diz ter recebido Godinho a pedido de Mário Lino

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Ex- ministro abordou “repetidamente” quadro da Refer com queixas do empresário

O presidente da Refer, ouvido ontem no julgamento Face Oculta, não soube explicar os motivos que levaram Mário Lino a interceder “com dois ou três telefonemas”, em junho de 2009, para que recebesse Manuel Godinho, quanto tinha “consciência” das relações conturbadas com o empresário.

Sem ver a abordagem como “pressão”, Luís Pardal acedeu, abrindo uma rara excepção, por vir de quem veio. “Tem um impacto completamente diferente”, admitiu. Godinho fizera chegar ao ex- ministro lamentos por sentirse injustiçado, perseguido e prejudicado. “O homem da O2 queixase”, foi a razão , genérica, invocada por Mário Lino, que ficou “agradado com a recetividade”, lembrou.

Luís Pardal disse, contudo, desconhecer “quem mais terá falado” com Mário Lino – abordagens onde o Ministério Público vê o ‘ dedo’ dearmando Vara e do consultor Lopes Barreira, ambos arguidos no Face Oculta ( tráfico de influência).

O pedido de audiência ficou marcado para agosto e nessa reunião Godinho teve “uma entrada triunfalista” exibindo o acórdão do tribunal da relação do Porto que o ilibava, na altura, da acusação de furtos de carris. “Diziam que era ladrão, afinal não sou”, comentou na versão do presidente da Refer. Questionado pelo Ministério Público sobre as influências de Godinho na Refer, Luís Pardal começou por dizer que a empresa é “grande e muito dispersa”, mas acabou por admitir que isso era algo de que ele suspeitava.

“Suspeitas tinha de ter. Fui confrontado com um contrato onde aparecia uma referência a funcionários da casa que tinham afetações de homens e de máquinas do prestador de serviços que eram impossíveis”, disse Luís Pardal, referindo- se ao contrato de limpeza de terras e detritos celebrado entre a Refer e a O2, que pertence a Manuel Godinho.

Segundo Luís Pardal, havia “indícios claros de que alguma coisa era feita com a colaboração de elementos internos” da Refer.

Luis Pardal foi ainda confrontado com as alegadas movimentações de que teria sido alvo – por parte de Manuel Godinho – para que não fosse reconduzido na Refer. Pressões que a ex- secretária de Estado, Ana Paulavitórino, terá ignorado.

“As verdadeiras causas que justificam esta demora não as tive, mas que houve questões a condicionar a normalidade da recondução isso houve”, afirmou Luís Pardal, acrescentando que, durante esse período, o gestor Lopes Barreira, coarguido no processo, abordou várias pessoas para irem ocupar o seu cargo como presidente da Refer. POLÉMICA A comissão parlamentar de Trabalho aprovou por unanimidade a audição do ministro da Solidariedade Social por causa da suspensão das reformas antecipadas.

O PS entregou no Parlamento um pedido de audição com “caráter de urgência” de Mota Soares por causa da suspensão das reformas antecipadas e da forma “escondida” e “à socapa” como a medida foi tomada pelo Governo, não havendo ainda data marcada para a ida do ministro à Assembleia da República.

“O Estado, desta forma, gorou as expetativas criadas a milhares e milhares de pessoas, algo que tem um impacto brutal em milhares de portugueses, e é algo que tem também um impacto na relação de confiança que deve existir entre o Estado e os cidadãos”, disse o deputado Miguel Laranjeiro.

Mas para o PS, além do conteúdo do diploma do Governo, está também em causa a forma como foi aprovado e publicado: “Queremos explicações porque isto foi uma decisão tomada às escondidas, à socapa, decidida num Conselho de Ministros e só uma semana depois, sem qualquer anúncio, sem qualquer preparação, publicada em Diário da República”, afirmou o deputado do PS.

Este novo regime, aprovado em Conselho de Ministros a 29 de março, foi publicado na quintafeira em Diário da República depois de promulgado pelo Presidente da República. A medida entrou em vigor na sexta- feira.

Na segunda- feira, Passos Coelho justificou o secretismo para que não se verificasse uma corrida anormal a este tipo de pensões.

In Diário de Notícias de 12/04/2012